Introdução
Caro(a) aluno(a), estudaremos o foco de atuação da Logística Empresarial por meio de conceitos, definições e situações reais.
A logística empresarial se tornou uma atividade estratégica para as empresas, e sua relevância permite agregar valor aos clientes finais levando à continuidade de bons relacionamentos comerciais e à perenidade de negócios.
Veremos que sua relevância permite desenvolver ações na estratégia organizacional levando a ampliação de novos negócios da empresa e contribuir para o incremento da “cadeia de formação de valor”, o que conheceremos contato nesta unidade.
Os estudos permitirão também tomar contato com modelos e projetos logísticos das empresas para melhorar a integração entre os membros da cadeia de suprimentos.
Para atender às necessidades e superar as expectativas dos clientes, é importante que as empresas estejam atentas a tudo que acontece dentro da estrutura organizacional e no ambiente externo que circunda a empresa. Só atuando dessa maneira a empresa conseguirá visibilidade no mercado.
Desse modo, nosso foco de estudo será o de aprofundar nossos conhecimentos sobre a importância da logística empresarial e a forma como ela influencia a visibilidade da empresa no mercado, ou seja, como os consumidores percebem a atuação da empresa.
Logística Empresarial - Fundamentos
A Logística Empresarial é uma área de atuação das empresas que propõe organizar os processos de produção organizacional por meio da integração entre os membros de uma cadeia de suprimentos, tendo como objetivo apoiar os gestores das empresas em uma melhor decisão estratégica, ao mesmo tempo em que se preocupa em atender às necessidades do consumidor final.
O termo “logística” foi utilizado inicialmente para identificar as atividades militares de aquisição, estocagem, transporte e manutenção de materiais, equipamentos e pessoal, como algo amparado pela razão.
De acordo com Ballou (2006), a partir da década de 1990 a logística passou a ser percebida como uma área de grande relevância para as empresas, pois permitia a manutenção da vantagem competitiva. Antes desse período, a logística era ignorada pela maioria das empresas de manufatura e prestadoras de serviços. Foi somente após a abertura comercial – no início dos anos 90 – que a logística passou a ter uma estrutura organizada e integrada na hierarquia das empresas, momento em que havia a necessidade das empresas brasileiras buscarem uma atuação estratégica para garantir competitividade no mercado nacional e internacional.
Gonçalves (2013) complementa que, atualmente, a logística empresarial envolve atividades de compra, movimentação, armazenamento e distribuição de produtos por toda a cadeia de suprimentos, ou seja, desde o momento em que a empresa adquire matérias-primas ou produtos, até a entrega dos pedidos efetuados pelo consumidor final. Nesse sentido, a missão da logística empresarial é fazer com que os produtos e os serviços sejam dispostos no tempo certo, no local adequado, nas condições corretas, agregando maior valor à empresa e aos clientes.
Gerenciamento de Atividades Logísticas
Os gestores das empresas têm consciência de que um bom planejamento e gerenciamento das atividades logísticas pode contribuir para que a empresa conquiste seus objetivos financeiros e de lucratividade, garantindo a satisfação do cliente com a qualidade dos produtos oferecidos ou dos serviços executados. Essa forma de atuação garante a fidelização dos clientes e a manutenção da competitividade da empresa no mercado.
Segundo Nogueira (2012), o avanço da Tecnologia da Informação e a necessidade de ampliação das linhas de produtos das empresas fazem com que as operações logísticas sejam percebidas como algo valioso nas transações comerciais. Essas transações afetam os custos financeiros, custos de energia, índices de preços, produtividade e satisfação dos clientes da empresa. Nesse sentido, percebeu-se que a prestação de um serviço logístico diferenciado garante a satisfação do cliente e um bom relacionamento entre eles.
Podemos pensar que isso faz todo o sentido, pois as empresas oferecem produtos e serviços muito parecidos. Assim, é realmente a qualidade do relacionamento e da prestação do serviço que fará com que o cliente perceba o diferencial oferecido pela empresa e se torne fiel – contribuindo para melhorar a competitividade da empresa no mercado; quando o cliente necessitar, novamente, de algum produto ou serviço que a empresa ofereça, com certeza será a imagem daquela empresa que lhe virá à mente.
Assim, de acordo com Nogueira (2018), podemos perceber que a logística empresarial é uma área de atuação relativamente recente nas empresas brasileiras, e sua integração e coordenação com todos os departamentos possibilitam melhores resultados, tanto para a empresa quanto para o consumidor final. Dessa forma, a logística empresarial alcança seus objetivos e garante a satisfação do consumidor por meio das seguintes atividades:
a) Gerência de informação - realiza a coleta de dados, processamento e transmissão das informações necessárias, tais como: pedido do cliente, produção, expedição, etc., denominada “valor de acompanhamento do processo”.
b) Gerência de estoque - disponibiliza o produto certo, no momento certo, para atender à necessidade do consumidor, denominada “valor tempo”.
c) Gerência de transporte - disponibiliza o produto no local necessário, denominada “valor lugar”.
Com isso, percebemos que a atuação da logística nos processos organizacionais é de extrema relevância pois compreende uma série de atividades que envolve os funcionários de diferentes departamentos, níveis hierárquicos e etapas do processo produtivo das empresa – desde a obtenção da matéria-prima, passando pelo processamento e transformação, até a venda e entrega ao consumidor –, ou seja, envolve muitos membros em toda a cadeia de suprimentos, o que justifica que a atuação logística é algo relativamente complexo que necessita de profissionais especializados para que haja uma boa gestão.
Ballou (2006) afirma que alguns autores chamam a logística empresarial de “logística tradicional” e enfatizam que ela propõe uma boa gestão ao melhorar as operações de produção e expedição dos produtos da empresa por meio de uma melhor eficiência nos processos de atendimento às demandas do mercado. Com isso, sua atuação é respaldada pela aquisição de matérias-primas, pela movimentação dentro da estrutura organizacional, pelo correto armazenamento das matérias-primas ao longo do processo produtivo e pela eficácia na entrega dos produtos aos consumidores finais.
REFLITA
Sinergia Empresa-consumidor
Compreendemos que o consumidor também contribui para estabelecer uma imagem positiva da empresa no mercado e que o maior diferencial competitivo da empresa em relação aos seus concorrentes é o planejamento. Assim, a logística aplicada na integração da empresa entre seus departamentos e da empresa com o mercado (por meio da cadeia de suprimentos) favorece o trabalho em equipe e o alcance dos objetivos propostos.
Fonte: Lucca (2015).
Essa forma de atuação garante as melhores práticas da empresa e um melhor posicionamento competitivo no mercado. Além disso, é nítida a influência da logística empresarial na cadeia de suprimentos, que, como vimos em aulas anteriores, é chamada de Supply Chain Management (SCM). A cadeia de suprimentos envolve diversos membros, desde a produção de insumos e matérias-primas até o consumidor final, englobando fornecedores, distribuidores, lojistas e consumidores.
É necessário que o gestor da área de logística tenha experiência e conhecimentos para coordenar de modo sistêmico o processo de produção e a cadeia de suprimentos da empresa. Assim, percebemos a importância da logística empresarial para a empresa, pois pode agregar valor, rapidez e agilidade aos processos, eficiência às entregas, boa visibilidade da empresa aos olhos dos consumidores e satisfação de ambos nas transações comerciais (GONÇALVES, 2013).
Exemplificando o Conceito de Logística
No senso comum, a palavra “logística” é, muitas vezes, desconhecida, levando ao errôneo entendimento de que está relacionada apenas ao transporte, de que é alguma coisa relacionada à lógica, ou, somente, de que tenha relação com a entrega de produtos em determinados locais. Existem, porém, inúmeras atividades que necessitam da logística. Muitas atividades logísticas são realizadas para que determinado produto deixe o processo produtivo e encontre o seu cliente final. Essas atividades partem do recebimento e da estocagem das matérias-primas necessárias à fabricação dos produtos, passam pelo planejamento da distribuição desses produtos após sua fabricação, por sua armazenagem em pontos estratégicos, pela embalagem, até a entrega ao consumidor final (NOGUEIRA, 2012). Conforme ilustra a Figura 3.2 a seguir:

Fonte: robuart / 123RF.
A logística atua dentro do contexto estratégico das empresas, integrando os membros da cadeia de suprimentos e estabelecendo as trocas que são realizadas entre eles a partir das decisões dos gestores. Essas relações são dinâmicas, e quando bem planejadas e implementadas, fortalecem e fazem com que todos os membros ganhem a partir das transações.
A empresa decide quais serão os canais de suprimento escolhendo os fornecedores, os modais logísticos, a política e a periodicidade das compras, a política e os níveis de estoque, os canais de distribuição, o atendimento, a garantia de prazo na entrega, a garantia da qualidade dos produtos ou serviços oferecidos, o atendimento pós-venda, etc. Assim, percebemos que essa combinação de atribuições faz com que a empresa consiga atuar de maneira competitiva e estratégica no mercado.
Para que possamos compreender a relação de proximidade entre estratégia e logística, precisamos entender o conceito de “cadeia de formação de valor”, que consiste na coordenação das funções internas e externas ao criar produtos e serviços para oferecer ao mercado. Com isso, a empresa atenderá às demandas do mercado e conseguirá atuar de maneira estratégica por meio de processos logísticos bem administrados.
A partir da cadeia de formação de valor, percebemos que a empresa precisa incorporar os processos logísticos ao seu modelo de negócios, pois este precisa ser percebido como um conjunto de funções, operações, procedimentos, tecnologias, políticas e diretrizes que garantem à empresa destaque por oferecer produtos e serviços diferenciados no mercado, resultando na operacionalização do processo de criação de valor para os consumidores finais.
Os objetivos que se devem levar em consideração no momento de realizar um planejamento logístico são:
a) Redução do capital investido - deve-se buscar a redução de investimentos no transporte, estocagem, equipamentos de manuseio, expedição, etc.
b) Melhoria do serviço - deve-se aumentar a lucratividade da empresa por meio da melhoria dos serviços que são oferecidos, pois esse aumento se dá em função da qualidade do serviço logístico.
c) Minimização do custo operacional - deve-se buscar uma atuação de modo a minimizar o custo operacional da empresa sem impactar negativamente a percepção de qualidade atribuída pelo consumidor, pois a qualidade é resultado de gastos com viagens, níveis de estoque e outras atribuições que são realizadas pela empresa em função de um pedido iniciado pelo consumidor.
Assim, o bom planejamento de um projeto logístico deve considerar os custos de transporte, estocagem, instalações, processamento e coordenação das operações logísticas. Isso tudo deixa evidente a complexidade para se estabelecer um bom planejamento de atuação da logística empresarial, porém uma boa implementação do modelo de negócio derivado do planejamento auxiliará a empresa a conquistar melhores resultados.
Por fim, podemos destacar que o objetivo da estruturação do sistema logístico reside na otimização das relações entre os membros da cadeia de suprimentos por meio da integração e coordenação estratégica do gestor. Assim, podemos compreender que a logística empresarial consiste no agrupamento de métodos que as empresas utilizam para planejar, programar e coordenar de maneira eficiente e eficaz a integração das atividades logísticas entre os membros da cadeia de suprimentos, agregando valor a todos os envolvidos e garantindo a satisfação dos consumidores finais.
Logística Empresarial - Fundamentos
Até agora falamos sobre a logística sempre com enfoque na área de produção e expedição; porém, entre esses extremos dos processos empresariais encontra-se a área de comercialização. Se uma empresa produz seus produtos e não consegue vendê-los, não atingirá o objetivo logístico de disponibilizar seus produtos aos clientes. Assim, atribuir especial atenção à área mercadológica das empresas também é relevante para os processos logísticos.
De acordo com Ballou (2006), é comum analisar a área de produção e comercialização de maneira isolada. A logística de produção consiste na movimentação de matérias-primas e produtos acabados do início ao fim do processo produtivo. Já o conceito de logística de comercialização consiste na movimentação do produto acabado desde o depósito de produtos acabados até o consumidor final. Assim, a área da logística refere-se ao planejamento, à implementação, ao controle e às operações de expedição para que se consiga dispor do produto correto, no lugar correto e no momento correto, garantindo a satisfação do consumidor final.
A logística empresarial se encarrega de integrar as funções de produção e comercialização no sentido de estabelecer o processamento de pedidos, os canais de distribuição, os modais logísticos a serem utilizados, o processamento de informações e serviços destinados ao cliente, a gestão e os níveis de estoque, a gestão de transporte, bem como outras atribuições.
Para Gonçalves (2013), cabe à área de comercialização das empresas averiguar a percepção do consumidor em relação ao produto oferecido pela empresa no mercado, motivar os consumidores para a aquisição, estabelecer os preços de venda, etc. A partir desse aspecto, podemos perceber que a logística direcionada para a área de comercialização obriga-se a acompanhar os produtos na planta de produção das empresas, a programação geral da produção, o volume de compras da empresa, para manter em níveis seguros os estoques de matérias-primas da empresa, o grau de inovação que a empresa utiliza em seu processo produtivo e as estratégias utilizadas para a comercialização desses produtos no mercado.
Segundo Nogueira (2012), a gestão da estratégia logística com enfoque na área comercial das empresas pode auxiliar os gestores na análise de qual será o retorno financeiro e de qual será o benefício adicional que a empresa pode acrescentar frente às melhorias na qualidade do produto ou serviço destinado ao consumidor. Vale lembrar que, às vezes, buscar melhorias na qualidade do produto ou serviço pode fazer com que a empresa passe a ter maiores custos vinculados ao transporte e uma minimização dos custos com estoque, tendo em vista que a demanda pode ser reduzida em função desses fatores.
Com base nas situações apresentadas, podemos perceber que, na prática, deve haver uma sincronia, ou seja, um alinhamento coordenado das ações da logística de produção e de comercialização, pois as decisões gerenciais devem ser amparadas pelas informações dessas duas áreas de atuação das empresas, sobretudo com interligação direta com o marketing.
Gerenciamento de Atividades Logísticas
Vinculada à área de marketing, a logística exerce uma função específica na lucratividade da empresa e na satisfação dos consumidores. Desse ponto de vista, pode ser considerada como algo que proporciona vantagem competitiva para a empresa, de modo que a distribuição pode ser considerada pelo consumidor um fator crucial e determinante no processo de compra.
Nogueira (2018) afirma que, integrada ao Sistema de Informação da empresa, especificamente ao Supply Chain Management (SCM), a logística será integrada aos processos empresariais – por meio dos fornecedores de matérias-primas até a oferta do produto acabado – como um fator-chave para atender às necessidades dos consumidores. Essa integração se dá tanto interna quanto externamente ao ambiente da empresa, sendo que a logística integrada internamente acontece quando as empresas se organizam com foco na área de marketing e produção; a logística integrada externamente, por sua vez, acontece quando há descentralização das atividades de armazenagem e distribuição, ou seja, é a integração das atividades da empresa que ultrapassa seus limites por meio de integrações diversificadas entre os membros da cadeia de suprimentos.
Ballou (2006) sugere que, juntos, as áreas de logística e o marketing proporcionam a prestação de serviço ou a oferta de um produto ao cliente, completando o ciclo de vendas. Esse esforço integrado exige que a empresa coordene suas atividades de marketing: produto, preço, promoção e distribuição. Vejamos, a seguir, cada uma das atividades de marketing, denominada por alguns autores como 4 Ps do marketing.
Os 4 Ps do Marketing
O primeiro P é o produto, considerado o desígnio do cliente quando busca alguma compra. Por meio da qualidade do produto, o cliente procura satisfazer suas expectativas e garantir a satisfação; a qualidade é referência para aumentar a demanda e estabelecer o preço de venda. Quanto menor a qualidade do produto, menores serão os custos de fabricação – aumentando a lucratividade da empresa; porém essa rentabilidade é ilusória, pois em longo prazo, os clientes tendem a desaparecer. As ações mercadológicas da empresa podem ser direcionadas para melhoria da qualidade de produtos existentes, ou para desenvolvimento de novos produtos.
Assim, podemos perceber que o sucesso da empresa depende das ações estratégicas para disponibilizar produtos e serviços no mercado e, também, das demandas do cliente, que contribuirão para que a empresa consiga manter sua participação e competitividade no mercado.
A segunda atividade de marketing está relacionada ao preço, que consiste no valor pago pelo cliente para obter o produto ou o serviço oferecido pela empresa. O preço altera o comportamento de compra, pois, dependendo do canal de distribuição utilizado pela empresa, tende a ser diferente. Por exemplo, uma empresa com espaço físico tende a estabelecer um preço mais elevado para um produto, tendo em vista gastos com aluguel, funcionários, impostos, etc., e o mesmo produto comercializado por uma loja virtual tende a apresentar um preço mais competitivo no mercado. Os gestores das empresas podem estabelecer estratégias de vendas com o intuito de aumentar sua lucratividade. Por exemplo, reduzir os preços para aumentar as vendas e obter mais lucros em função da quantidade comercializada, e não da margem de lucro individual de um produto.
A terceira atividade de marketing é a praça, chamada por alguns autores de ponto de venda ou lugar. Essa atividade consiste no resultado do sistema de logística e nos investimentos da empresa para servir o cliente, ou seja, é o local onde se realiza a interface entre logística e marketing. A empresa pode ampliar a lucratividade e o marketshare (participação de mercado) investindo mais que as empresas concorrentes em serviços de logística, pois é por meio do nível de qualidade do serviço oferecido ao cliente que se amplia a carteira de clientes da empresa. Assim, podemos perceber que o serviço oferecido ao cliente pode ser um dos melhores meios para a empresa obter vantagem competitiva e maximizar seus lucros no longo prazo.
Promoção é a quarta atividade de marketing, consiste em promover o produto, ou seja, fazer com que o produto tenha visibilidade no mercado e seja comercializado mais rapidamente. Geralmente, as empresas realizam promoções, propagandas e outros artifícios para tentar impulsionar as vendas, porém o incremento de venda depende do canal de distribuição utilizado pela empresa. Por exemplo, em uma indústria de roupas que utiliza equipe de vendedores para vender no atacado, as ações promocionais utilizadas trarão mais vendas, porém com custos adicionais mais elevados.
Para realizar promoções, as empresas necessitam realizar treinamentos em sua equipe de vendas, pois a sincronia da equipe contribuirá para o sucesso das ações promocionais estabelecidas pela empresa. Logo, um funcionário bem treinado consegue fazer uma ótima visita de vendas, agregando valor mediante ações logísticas de qualidade. Como pudemos perceber pelas quatro atividades de marketing, o ciclo do pedido do cliente e a disponibilidade do produto requerido por ele influenciam as ações logísticas das empresas ao mesmo tempo em que são influenciados por elas. Com isso, as empresas tendem a adicionar os custos logísticos ao custo dos produtos, afetando diretamente o preço praticado no mercado. Portanto, oferecer um produto com preço competitivo no mercado faz com que a empresa tenha que vender em quantidades maiores para garantir os custos dessas atividades.
Na prática, a maioria das empresas têm recursos limitados que devem ser destinados a aumentar seu marketshare e a lucratividade, o que impossibilita a implementação de todas as atividades de marketing ao mesmo tempo. As empresas que estabelecem interações entre as áreas de marketing e logística têm possibilidades de incrementar seus processos empresariais por meio de novas ideias, informações valiosas, responsabilidade e empenho na solução de problemas em conjunto. Essa integração abre espaço para outras integrações dentro da estrutura organizacional das empresas e influencia o desempenho de todas as atividades empresariais.
De acordo com Ballou (2006), existem algumas técnicas que podem facilitar a integração entre as áreas de marketing e logística:
a) obter apoio da administração geral da empresa;
b) realizar projetos de trabalho elaborados em conjunto;
c) delegar um funcionário para gerenciar a conexão entre essas áreas;
d) elaborar comitês de coordenação para debater assuntos de interesse comum;
e) contribuir com os objetivos e indicadores de desempenho comuns;
f) promover interação informal entre os funcionários das duas áreas.
No que diz respeito às tendências para a área da logística com foco no comercial (marketing), precisamos perceber, primeiro, que antecipar o futuro é imprescindível para antecipar ações e sair na frente dos concorrentes. Assim, a maior tendência da logística integrada ao marketing da empresa é oferecer o melhor produto ou o melhor serviço possível. Na atual realidade em que vivemos, atender às expectativas do cliente não é mais um diferencial, é o mínimo que o cliente espera. Assim, para que a empresa se destaque e garanta a competitividade, é preciso ultrapassar as expectativas dos clientes, ir além, para surpreendê-lo. Nogueira (2018) complementa que os gestores da área de logística das empresas precisam estar atentos aos acontecimentos do mercado, antecipar decisões e se adaptar ao novo para conquistar seu cliente final e garantir sucesso e permanência no mercado. Desse modo, podemos perceber algumas tendências que influenciarão as empresas por meio das áreas de marketing e logística:
a) ter foco na logística reversa (retorno de produtos e embalagens ao local de origem);
b) investir em tecnologia e sistemas integrados de gestão;
c) ampliar e melhorar os canais de distribuição;
Assim, percebemos que, embora muito já esteja sendo feito por meio da interação entre essas duas áreas de atuação das empresas, ainda há muito a se fazer, pois, com o avanço tecnológico e com o aumento da competitividade do mercado, as empresas precisam se reorganizar, perceber tendências e implementar ações que contribuam para sua permanência e atuação competitiva no mercado.
REFLITA
Parceria entre Marketing e Logística
Existem algumas técnicas para facilitar a integração das áreas de marketing e logística das empresas e contribuir para que se consiga perceber as tendências do mercado de maneira antecipada, ou seja, no sentido de pensar nos acontecimentos globais e atuar nos acontecimentos locais, sempre com o propósito de oferecer o melhor produto ou o melhor serviço ao mercado, garantir a competitividade e aumentar a lucratividade.
A Importância da Logística na vida Comercial das Empresas
A partir da década de 90, em função da globalização e com os avanços da tecnologia, as empresas começaram a se preocupar com os produtos e os serviços oferecidos no mercado, pois com o aumento da concorrência, as empresas tiveram que encontrar novos meios para que eles fossem percebidos com qualidade (LUCCA, 2013).
Mesmo com o passar do tempo, as empresas ainda permanecem em constante busca por incrementos de produção, agora não mais para atribuir qualidade ao produto ou serviço, mas para minimizar os custos de produção, maximizar os lucros e garantir maior competitividade no mercado.
Nesse cenário, os gestores das empresas passaram a perceber na área da logística a possibilidade de conquistar esses objetivos, além de ampliar a percepção do processo empresarial e da utilização dos recursos disponíveis na empresa de maneira diferente. Por essa razão, a logística passou a ser percebida como uma área fundamental para a vida das empresas, tanto enquanto área de produção quanto comercial.
SAIBA MAIS
Cotidiano de uma Organização
Para complementar os conhecimentos sugerimos assistir ao filme “BEE MOVIE”, animação produzida pela Dreamworks que conta a história da abelha Barry. Embora o filme seja direcionado para o público infantil, nele podemos identificar várias situações e atividades que nos remetem ao cotidiano de uma organização. Para saber mais, acesse o trailer disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=gjN-MqenUF8>.
Como enfatizamos que a atuação da logística tem grande importância na vida comercial das empresas, justificamos que é por meio de suas ações que as empresas podem obter um bom posicionamento no mercado e permanecerem à frente de seus concorrentes. Isso pode acontecer de duas maneiras, segundo Ballou (2006):
a) oferecendo produtos ou serviços mais rapidamente ao mercado, o que contribuirá para a geração de valor ao consumidor e vantagem competitiva para a empresa;
b) estabelecendo parcerias entre fornecedores e clientes empresariais para tornar as atividades logísticas mais ágeis por meio da oferta de produtos e serviços com preços menores, o que contribuirá para a geração de vantagem de custo para a empresa.
Por meio dessas ações, a logística empresarial coloca em prática as estratégias no sentido de auxiliar a gestão administrativa da empresa na condução dos negócios e na busca de excelência. Para Ballou (2006), essas ações são respaldadas nas seguintes etapas:
a) obter e analisar eficientemente os dados e as informações pertinentes ao foco de atuação da empresa;
b) desenvolver uma boa gestão dos estoques;
c) garantir boas condições de armazenagem dos produtos;
d) estabelecer critérios para que a gestão de compras atue de forma efetiva;
e) implementar estratégias que garantam uma boa gestão de transportes;
f) obter conhecimentos sobre a armazenagem de materiais durante o processo produtivo;
g) saber qual é a capacidade de produção da empresa e a quantidade de produtos acabados existentes em estoque.
Como descrito nas etapas anteriores, a logística empresarial realiza planejamento, implementa ações e controla as atividades ligadas à aquisição de matérias-primas, insumos e materiais com eficiência e eficácia, qualidade, no tempo certo e com um preço que viabilize a concorrência no mercado. Isso acontece por meio da integração com todos os elos da cadeia de suprimentos.
Para que isso ocorra com efetividade, a empresa precisa estabelecer um bom relacionamento com seus parceiros de negócio, de modo que todos realizem seus processos de forma integrada e no tempo certo, para que os processos logísticos sejam implementados de acordo com o cronograma estabelecido – dentro do prazo necessário. Todo esse trabalho conjunto contribuirá para a redução dos custos da empresa e garantirá o sucesso de suas atividades.
Nogueira (2012) complementa que, para implementar um sistema logístico integrado nas empresas, os gestores podem realizar as seguintes ações:
a) Integrar a logística com os demais departamentos da empresa de modo que possibilite o desenvolvimento do planejamento logístico por meio das seguintes atividades: aquisição de insumos, matérias-primas e materiais; movimentação dos insumos, matérias-primas e materiais no processo produtivo; armazenagem de insumos, matérias-primas, materiais e produtos acabados; expedição para que o produto chegue ao consumidor final.
b) Controlar os estoques de insumos, matérias-primas, materiais e produtos acabados no intuito de atender às necessidades da empresa e dos consumidores.
c)G erenciar o transporte de insumos, matérias-primas e materiais dos fornecedores até a empresa por meio do SCM integrado ao ERP da empresa; gerenciar o transporte da expedição até o consumidor final.
d) Gerir a informação que flui na cadeia de suprimentos para agregar valor ao processo produtivo e ao produto.
Dessa forma, as ações podem servir para que o gestor de logística tome as melhores decisões para a empresa nos momentos da compra, recebimento, armazenamento, separação, expedição, transporte e entrega para o consumidor de acordo com as especificações do pedido – no momento correto, na previsão de entrega estabelecida, mediante o menor custo logístico possível.
A partir dessas constatações, podemos perceber que a área de logística é extremamente importante para as empresas, pois dá o suporte necessário para que a área comercial atenda às necessidades e às expectativas dos consumidores. Além disso, a logística garante a possibilidade de a empresa obter vantagem competitiva em relação aos concorrentes no mercado.
Outro aspecto relevante é o estabelecimento de boas relações entre os parceiros da empresa, no sentido de que as vantagens não são apenas momentâneas, mas podem ser prorrogadas por muito tempo, garantindo incremento financeiro por meio dos negócios. Ao criar um novo produto, a logística empresarial pode auxiliar no desenvolvimento dos processos de maneira eficiente, além de envolver todos os departamentos da empresa, que saberão o que deverão fazer em relação ao produto, controlando todas as etapas do fluxo logístico empresarial.
Qualidade na Estocagem dos Materiais
De acordo com Nogueira (2012), a gestão de estoques é atualmente vista como uma atividade crucial na vida das empresas e contribui para o sucesso empresarial. No passado, mais precisamente nos anos 80, as empresas começaram a manter seus estoques em um nível próximo do zero, por influência da técnica japonesa intitulada just in time; porém, com o passar do tempo, os gestores perceberam que deveriam manter os estoques das empresas em um nível suficiente para suprir as necessidades do mercado e alcançar os objetivos empresariais com um custo minimizado.
Segundo Ballou (2006), os desejos do cliente unidos às características dos produtos e às especificações da produção determinam a qualidade de um produto ou de um serviço. A qualidade de um produto é derivada de aspectos internos e externos. Os aspectos internos envolvem as condições da matéria-prima, a estrutura do setor de produção e os custos envolvidos para a produção, garantindo os níveis de qualidade requeridos. Os aspectos externos envolvem as necessidades e os desejos do cliente na busca por produtos e serviços.
Lucca (2013) complementa que a manutenção da qualidade dos produtos e serviços – por parte das empresas – é o fator que pode determinar a manutenção e a sustentabilidade desse produto ou desse serviço no mercado. Com isso, percebemos que, para manter a qualidade, a empresa precisa investir grande quantidade de recursos; porém, a ausência de qualidade custa ainda mais caro para as empresas, pois estas terão os mesmos custos fixos para produção e terão uma redução das vendas em função da baixa qualidade dos produtos/serviços.
Como percebemos anteriormente, a qualidade é sinônimo de adequação dos processos produtivos aos padrões requeridos na etapa de planejamento, sendo que o resultado do processo deve ser um produto/serviço exatamente de acordo com as especificações de produção, ou seja, que atenda aos padrões de qualidade.
A gestão dos estoques possibilita que a empresa consiga atender seus clientes no momento em que procuram a empresa, oferecendo a quantidade requerida no momento desejado. Com isso, a área da logística tem a incumbência de gerenciar o fluxo de informações e materiais por toda a cadeia de suprimentos (NOGUEIRA, 2012).
Os estoques são produtos acabados ou em processamento para uso ou venda, ou seja, são matérias-primas, materiais e suprimentos existentes nas empresas que ficam disponíveis para venda ou para suprir as necessidades dos processos produtivos das empresas, resultando em novos produtos que, novamente, farão parte dos estoques da empresa. Isso deixa claro que não há possibilidade de manter uma empresa ativa sem que esta tenha um setor específico para os estoques.
Conforme Nogueira (2012), o setor de estoque tem a incumbência de regular o fluxo dos processos de negócios das empresas, funcionando como um balanceamento entre o sistema de produção e a satisfação das necessidades do consumidor final. Isso acontece por meio das funções apresentadas a seguir.
O Setor De Estoque

Melhorar o nível de serviço que é oferecido pela empresa, pois oferece o suporte necessário iniciado pelo setor de marketing quando realiza uma venda e encaminha o pedido ao setor de produção, que solicitará ao setor de estoque todos os materiais necessários para iniciar o processo produtivo.

Permitir economia nas compras e no transporte,tendo em vista que a aquisição de materiais em menor quantidade resulta em custos maiores com fretes.

Proteger a empresa contra as alterações nos preços, tendo em vista que a empresa pode antecipar a compra de materiais pela expectativa de um aumento previsto nos preços.

Proteger a empresa contra as variações na demanda, pelo fato de estabelecer um nível de segurança para seus estoques, garantindo a produção em épocas de sazonalidade na ofertados materiais necessários ao processo produtivo.

Incentivar economia na área de produção, pois quanto maior a escala de produção, menores são os custos dos materiais, tendo em vista que a empresa pode realizar as compras em maior volume, ou seja, com menor preço em função da quantidade.

Proteger contra contingências, caso haja algum acontecimento inesperado que atrapalhe a reposição dos materiais das empresas, por exemplo, em casos de greves, inundações etc.
Adaptado: Nogueira (2012)
Gonçalves (2013) complementa que outro fator que pode agregar qualidade à estocagem de materiais da empresa é a preocupação com o layout, pois o arranjo físico da estrutura interna e externa da empresa, incluindo sua localização, é relevante para se conhecer exatamente as dimensões e os pesos dos produtos que podem ser estocados. Dentre os elementos que devem ser analisados no arranjo físico do setor de estoques, podemos destacar: tamanho do setor de estoque; largura dos corredores de acesso; condições do piso; localização e medidas das docas; condições do pátio da empresa, etc.
Para que haja estoque na empresa, é preciso que haja a seleção dos fornecedores. Para isso, a empresa leva em consideração a qualidade dos materiais, o custo logístico, o prazo de entrega, o serviço prestado pelo fornecedor no treinamento, no pós-venda e com as peças de reposição, a confiança nos prazos de entrega, a inovação utilizada pela empresa fornecedora, etc.
É o departamento de compras da empresa que escolhe o fornecedor. Para essa etapa de escolha e seleção, seguem-se as seguintes fases: pesquisa de mercado, política de preço, localização da empresa fornecedora, análise e avaliação de desempenho dos fornecedores. Somente depois de analisar esses critérios a empresa seleciona seus fornecedores.
Após entendermos um pouco sobre o conceito, as funções dos estoques, a importância do layout e a forma com que as empresas selecionam seus fornecedores, aprofundaremos nossos conhecimentos sobre as atividades que complementam a gestão de estoques nas empresas, dando atenção às compras, à armazenagem, ao manuseio, à embalagem e à classificação dos materiais.
Para Ballou (2006), o setor de compras é de grande relevância para as empresas, pois é por ele que a empresa adquire os materiais necessários para o desempenho de suas atividades, como matérias-primas, materiais diversos, suprimentos, insumos, etc. Atualmente, o setor de compras é considerado como estratégico pelas empresas, pois a ideia é que se obtenham lucros nas compras, momento em que a empresa pode comprar com preços reduzidos.
O setor de compras deve selecionar os itens a serem adquiridos, comparar preços, negociar contratos, programar compras, prever alterações de preços, etc. Tudo isso deve ser feito para que, no momento em que a empresa receber seus pedidos, o setor de armazenagem possa utilizar o espaço disponível no setor de estoques para alocar os materiais da melhor maneira possível.
O armazenamento deve ser realizado de maneira a possibilitar a melhor movimentação possível dos materiais da empresa. Essa movimentação deve ocorrer desde o recebimento dos materiais até o despacho dos produtos acabados, que serão encaminhados aos clientes por meio da expedição.
Ainda segundo Ballou (2006), para realizar essas atividades, o setor de armazenamento deve levar em consideração as seguintes etapas: escolher o local onde os materiais serão armazenados, determinar a política de preservação desses materiais, prezar pela organização e ambiência do setor de estoque (ordem, arrumação, limpeza, etc.), cuidar da segurança das instalações do setor de estoques, etc.
O deslocamento dos materiais do setor de estoques é realizado pelo setor de manuseio, que faz o deslocamento dos materiais/produtos do veículo que trouxe os pedidos de compra da empresa ou até o veículo que fará o transporte para encaminhar a encomenda ao cliente final.
Nogueira (2012) afirma que, em linhas gerais, os principais equipamentos para o manuseio de materiais/produtos nas empresas são: empilhadeiras de garfo (utilizadas no manuseio de pallets), empilhadeira específicas para movimentação de contêineres, pórticos (manuseio automatizado utilizado sobre trilhos ou pneus), pontes rolantes, guindastes, vibradores de vagões (para o manuseio de granéis sólidos), trombadores de caminhões (levanta a frente do caminhão para a carga se deslocar para a parte traseira e ser direcionada para correias transportadoras), empilhadeiras de pátio, moegas ferroviárias (silos), etc.
A penúltima atividade que complementa a gestão de estoques nas empresas é a embalagem, que consiste em proteger os materiais durante o transporte ou durante seu manuseio, buscando manter a integridade desses materiais. Essa embalagem a que estamos nos referindo não é a mesma embalagem que encontramos nos produtos finais, são embalagens para proteger quantidades determinadas desses produtos/materiais em lotes maiores. Dentre as embalagens de proteção utilizadas pelas empresas, podemos destacar: o uso de pallets, onde são alojados os produtos e, depois, embalados com filme plástico; caixas de papelão; big bags; contêineres etc.
Por fim, podemos analisar como acontece a última atividade que complementa a gestão de estoques nas empresas – a classificação de materiais –, que consiste na separação dos itens que serão estocados, levando-se em consideração as seguintes características: aplicação, forma, peso, etc. Para um bom gerenciamento dos materiais, os gestores devem fazer a classificação de materiais levando em consideração as seguintes características: por demanda, por perecibilidade, por criticidade, por dificuldade de aquisição e por periculosidade.
Conforme Nogueira (2012), a classificação de materiais segue quatro estágios em sua implementação: identificação, codificação, cadastramento e catalogação.
a) Classificação por identificação: é o primeiro contato com os materiais que serão armazenados no setor de estoques. O gestor deve fazer um levantamento de todas as especificidades dos produtos que permite a diferenciação deles em relação aos demais produtos do setor de estoques da empresa.
b) Classificação por codificação: depois de identificado o material, realiza-se a codificação dele, que consiste na atribuição de um código que facilitará localização dele no armazém da empresa.
c) Classificação por cadastramento: essa etapa busca armazenar informações sobre os materiais estocados no Sistema de Informação da empresa para posterior utilização.
d) Classificação por catalogação: ao se realizar o cadastramento dos materiais, o resultado será uma catalogação geral que pode ser utilizada com o propósito de obter relatórios sobre os materiais e facilitar a localização deles no armazém da empresa.
Estudamos nesta Unidade os fundamentos da logística empresarial e a forma como o gerenciamento das atividades logísticas ocorre no dia a dia da empresa. Neste contexto revisitamos o conceito de logística e aprendemos sobre a necessidade de operar com qualidade quanto estocagem de materiais. Entendemos que a qualidade que a empresa atribui à organização de seus estoques pode contribuir para o aumento da lucratividade e para a qualidade dos produtos da empresa.
Compreendemos o conceito e a função dos estoques, a importância do layout e como acontece a seleção dos fornecedores das empresas. Por último, aprofundamos nossos conhecimentos acerca da área de compras, armazenagem, manuseio, embalagem e classificação dos materiais.
Após as discussões de nossa aula, entendemos que a gestão dos estoques possibilita que a empresa consiga atender seus clientes no momento em que eles a procuram, oferecendo a quantidade requerida no momento desejado. Com isso, a área da logística tem a incumbência de gerenciar o fluxo de informações e materiais por toda a cadeia de suprimentos. Foram abordados conceitos ligados à área de marketing e como a operação logística é beneficiada pela operação conjunta de ambas as áreas.
Esperamos que seu aproveitamento tenha sido relevante nesta unidade. Conte conosco para saber ainda mais sobre logística. Até a próxima!
SAIBA MAIS
Centro de Estudos em Logística (CEL)
Acesse o website do Centro de Estudos em Logística (CEL), disponível no link a seguir, e perceba formas diferenciadas de se obter diversas informações que auxiliam as atividades da logística empresarial: recursos; linhas de pesquisa e publicações; livros; panorama logístico; serviços logísticos; desenvolvimento da indústria de operadores logísticos no Brasil; estratégia logística e gerenciamento de cadeias de suprimento; gestão de estoques e planejamento da demanda; planejamento de redes logísticas e efeitos de consolidação de estoques; custos e percepções de qualidade no transporte rodoviário de cargas, etc. Consulte: <https://www.coppead.ufrj.br/pt/centro-de-estudos-em-logistica-infraestrutura-e-gestao/artigos-gerenciais/>. Acesso em: 18 jul. 2018.
Indicação de leitura
Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial.
Autor: R. H. Ballou
Ano: 2006
Editora: Bookman
ISBN: 8536305916
Sinopse: Esta importante obra apresenta com clareza os aspectos operacionais, táticos e estratégicos da cadeia de suprimentos/logística empresarial, trazendo conhecimentos abrangentes ao leitor sobre o conceito e desenvolvimento da cadeia de suprimentos e da logística empresarial com modernos modelos aliados às práticas do mercado empresarial atual.

Atividade
Com base nos conceitos de produto e comercialização administrado pelo marketing, indique a alternativa que descreve, de maneira completa e na sequência correta, quais atividades fazem parte da operação de logística empresarial do início da operação até a chegada ao consumidor.
Preço, Produto, Propaganda e Promoção.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois estes são os 4 Ps do marketing e neste caso não são diretamente ligados a operação logística.
Matriz BCG, Forças de Porter e Análise de SWOT.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois os itens citados não são etapas de logísticas, mas ferramentas de análise de mercado.
Distribuição de insumos e matérias primas, compra e movimentação.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois o fluxo não prevê a distribuição como etapa inicial. Ela ocorre após processamento das outras etapas.
Compra de produtos, definição de preço e divulgação.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois faltam etapas iniciais como movimentação e armazenamento de produtos.
Atividades de compra, movimentação, armazenamento e distribuição de produtos.
Correta: A alternativa está correta, pois descreve a sequência desde a compra de produtos/insumos até a sua distribuição.
Atividade
Considerando as ações de gerenciamento de atividades logísticas praticadas pelas empresas de diferentes setores, identifique a seguir qual alternativa refere-se aos principais ganhos que a empresa obtém ao praticar esse tipo de gerenciamento:
Aquisição de matérias-primas, insumos e venda ao preço mais alto em relação à concorrência.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois não considera o planejamento, eficiência e prazo para que possa ser competitiva.
Atividades de compra, movimentação, armazenamento, venda ao consumidor intermediário, análise de concorrência e distribuição de produtos, somente.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois as etapas citadas não estão relacionadas aos ganhos que a empresa pode ter.
Compra de produtos, definição de preço, análise de concorrência, venda ao consumidor intermediário, armazenamento, estocagem e divulgação de produtos e variações logísticas.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois a alternativa cita os 4 Ps do marketing e não é este o questionamento feito.
Aquisição de matérias-primas, insumos e materiais com eficiência e eficácia, com qualidade, no tempo certo e com preço que viabilize a concorrência de mercado.
Correta: A alternativa está correta, pois é muito importante a empresa operar com visão de resultados frente à concorrência, e isso só ocorre quando a gestão, desde a matéria-prima a etapas seguintes, é bem feita.
Aquisição de matérias-primas, estocagem, análise de concorrência, venda ao consumidor intermediário, insumos e materiais com eficiência e eficácia, com qualidade e no tempo certo, apenas.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois o gerenciamento logístico envolve itens de qualidade e prazo que não estão citados na questão.
Atividade
Um dos departamentos atuantes na gestão logística é o departamento de compras. Identifique, de acordo com os estudos do tema, quais as principais funções deste departamento.
Comparar preços, negociar com fornecedores, negociar contratos e formar preços.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois falta a etapa de seleção dos itens adquiridos, e a formação de preços não é escopo do departamento de compras.
Definir qual o tipo de transporte será utilizado para levar cargas e produtos e comparar preços de fornecedores.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois a definição do tipo de transporte a ser utilizado não é uma atribuição do departamento de compras.
Selecionar os itens a serem adquiridos, comparar preços, negociar contratos, programar compras e prever alterações de preço.
Correta: A alternativa está correta, pois esta sequência é básica e ocorre em todos os departamentos de compra, independente do porte da empresa.
Selecionar os itens a serem adquiridos, comparar preços, fazer contratos, vender o produto acabado e prever alterações de preço.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois a responsabilidade por fazer contratos é da área jurídica, a venda cabe à área comercial.
Selecionar os itens a serem adquiridos, comparar preços, negociar contratos e vender o produto acabado.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois não cabe à área de compras vender o produto acabado e prever a alteração de preços que o concorrente irá fazer.

