Introdução
Estudaremos os Sistemas e Gestão de Transportes, uma atividade de grande importância para a Logística. Além disso, refletiremos acerca do deslocamento de cargas de um local a outro, de forma que as empresas possam atender às necessidades do mercado por meio da cadeia de abastecimento ou de suprimentos.
Vamos conhecer os modais logísticos existentes e fazer uma análise comparativa entre eles, tentando entender o que influencia diretamente na atividade e na escolha do melhor tipo de transporte para o envio de matérias-primas e produtos aos clientes finais.
Entenderemos as definições de alguns conceitos imprescindíveis aos Sistemas de Informação Gerencial, como dado, informação, conhecimento e tecnologia, e o quanto eles são importantes para a compreensão de todo o processo de gestão de informação na logística.
A informação de qualidade, no tempo certo, com conteúdo relevante e apresentada de forma correta, é decisiva para a eficiência dos processos logísticos, sendo que é a partir das informações que os gestores tomam suas decisões para o sucesso das empresas.
Fundamentos
A atividade de transporte é muito importante para o desenvolvimento de nosso país; sem ela, seria impossível pensar em logística. Essa atividade é responsável por deslocar cargas de um local a outro, seja em localidades próximas ou distantes, nos municípios, nos estados, no país ou mesmo entre países.
Os meios de transporte existentes contribuem para que a logística de transporte seja implementada pelas empresas, possibilitando a disposição de insumos, matérias-primas e produtos acabados para atender às necessidades do mercado. Agora que entendemos em que consiste o sistema de transporte, vamos compreender como pode ser feita a gestão dos sistemas de transportes.
- Selecionar o tipo e o serviço de transporte.
- Consolidar fretes e estabelecer o roteiro (percurso).;
- Programar quais veículos de transporte serão utilizados.
- Selecionar os equipamentos que serão utilizados.
- Processar as reclamações dos clientes, bem como realizar auditoria de frete.
Com base nas informações anteriores, podemos perceber que a atividade de transporte é vital para que o objetivo logístico seja atingido. Assim, a gestão da atividade de transporte faz com que as empresas procurem minimizar seus custos e atender a seus clientes de forma mais eficiente, garantindo um grande diferencial em relação aos seus concorrentes no mercado.
Sistema de Transporte
Trata-se de uma atividade de grande importância para a logística que existe em diferentes tipos de negócios. Sistemas de transportes são importantes para o desenvolvimento econômico e crescimento de todos os países, porque os meios de transporte existentes contribuem para que a logística de transporte seja implementada pelas empresas, possibilitando a disposição de insumos, matérias-primas e produtos acabados para atender às necessidades do mercado. Os meios de transporte existentes contribuem para que a logística de transporte seja implementada pelas empresas, possibilitando a disposição de insumos, matérias-primas e produtos acabados para atender às necessidades do mercado.
Gestão de Transporte
O transporte é o principal componente do sistema logístico, pois todos os produtos necessitam ser transportados de um local a outro até estarem disponíveis nas mãos de seus clientes. Possui significado de movimento de estoque de um ponto a outro da cadeia de suprimento. O transporte pode ser realizado a partir de várias combinações de meios de rotas, cada uma com características particulares de desempenho. As escolhas sobre transporte exercem um forte impacto na responsabilidade e na eficiência da cadeia de suprimento e tem um papel preponderante na qualidade de serviços logísticos, pois impacta diretamente no tempo de entrega, na confiabilidade e na segurança dos produtos. Vejamos a seguir um exemplo de funcionamento de uma cadeia produtiva e a forma como a gestão da atividade de transporte interfere nesses casos.

Fonte: aurielaki / 123RF.
Como pode ser percebido na figura, a unidade de produção rural realiza a atividade de criação de galinhas poedeiras e de aves para o abate. Ao passo que o mercado consumidor (tanto processador quanto revendedor) encomenda ovos ou carne, o produtor dispõe esses produtos por meio da atividade de transporte. Os produtos são direcionados à indústria, que beneficiará os ovos e a carne para revenda em supermercados e açougues e também são utilizados por panificadoras, confeitarias e outras indústrias para a produção de produtos alimentares.
Dessa forma, podemos perceber que o primeiro elo da cadeia de abastecimento é chamado fornecedor; o segundo é o processador, que transforma os insumos em produtos alimentares; o terceiro é o centro de distribuição, que, após receber os produtos, os armazena e entrega aos consumidores finais quando tais produtos são adquiridos.
Ballou (2006) ressalta que é entre esses elos que a logística se efetiva por meio da atividade de transporte. Nesse sentido, cabe às empresas realizarem uma eficiente gestão dos sistemas de transporte, porém há um empecilho externo às empresas que interfere na plena eficácia desse processo: a precariedade do sistema de transporte do Brasil, que, devido à falta de investimentos governamentais, levou à concessão de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos a empresas privadas, que realizam um trabalho de manutenção e melhoria no modal de transporte existente.
Para Nogueira (2012), a atividade de transportes ainda é realizada em maior escala por meio das rodovias, o que implica em atrasos nas entregas de produtos, sobretudo daqueles destinados à exportação – como é o caso das commodities (bens/produtos de origem primária que têm grande valor comercial, pois, como geralmente são comercializados na BM&F - Bolsa de Mercadorias e Futuros, têm grande aceitação do mercado externo, como é o caso do petróleo, recursos minerais, soja, milho, café, dentre outros).
Essa precariedade dos modais logísticos existentes em nosso país prejudica a competitividade de empresas que realizam atividades de cultivo de commodities para exportação. Essa realidade se reflete em um gargalo de produção (obstáculo existente na cadeia de abastecimento) e faz com que as commodities e produtos brasileiros sejam mais caros quando comparados com os de outros países. Além disso, os custos altos também são transferidos ao produto final, como reflexo dos gastos em todas as fases da cadeia de abastecimento, desde a produção até a distribuição e comercialização.
Diante disso, podemos perceber que as empresas que implementam uma boa gestão dos sistemas de transporte têm um diferencial em relação às demais, pois é por meio dessa ferramenta logística que a empresa pode conseguir uma redução dos custos, de perdas e dos níveis de estoque e uma melhoria na atividade de transporte – resultando em maiores ganhos para a empresa.
REFLITA
Gestão dos Sistemas de Transporte
Uma boa gestão dos sistemas de transporte pode fazer com que as empresas consigam se diferenciar no mercado e garantir vantagem competitiva frente às empresas concorrentes.
Modais Logísticos
A gestão dos sistemas de transporte consiste em: selecionar o tipo e o serviço de transporte (modal logístico); consolidar fretes e estabelecer o roteiro (percurso); programar quais veículos de transporte serão utilizados; selecionar os equipamentos que serão utilizados; processar as reclamações dos clientes; realizar auditoria de frete.
Conforme Nogueira (2018), os meios de transporte existentes (modais logísticos) possibilitam que as empresas consigam destinar insumos, matérias-primas e produtos acabados para o mercado e para o consumidor. Agora que entendemos o que são os modais logísticos, vamos conhecer os principais modais de transporte existentes.

Fonte: Adaptada de Nogueira (2012, p. 85).
Agora que conhecemos os cinco tipos ou modos diferentes pelos quais cargas podem ser transportadas, vamos estudar cada tipo isoladamente.
REFLITA
Modal Logístico
O modal logístico é o tipo de transporte contratado que conduzirá as cargas de um ponto a outro, ou seja, da origem ao destino. Conhecendo os tipos de modais logísticos existentes, percebemos quais são os pontos fortes e fracos de cada um, bem como algumas especificidades que os tornam importantes. Podemos fazer algumas comparações entre os modais para perceber ao que as empresas devem se atentar no momento de determinar o tipo de transporte que será utilizado para o deslocamento de suas cargas até o ponto de destino, pois cada modal logístico apresenta custos e características próprias que devem ser levados em consideração.
Modal Rodoviário
Para Nogueira (2018), o modal rodoviário consiste no transporte de cargas por meio de caminhões, carretas e veículos utilitários que trafegam por estradas, pavimentadas ou não, rodovias e ruas. Esse modal logístico é o mais utilizado no que diz respeito ao transporte terrestre de viagens curtas e com menor volume de carga, podendo ser realizado em território nacional e internacional. Vale destacar que esse modal logístico se expandiu com a pavimentação de rodovias e com a implantação de indústrias automobilísticas na década de 1950.
Ballou (2006) complementa que o grande problema que o modal rodoviário gera para as empresas reside na confiabilidade, ou seja, devido ao fato de ainda existirem muitas rodovias ruins em termos de desempenho e segurança (em virtude de buracos, remendos e ondulações na malha viária), como as empresas podem confiar nas datas estimadas de entrega de insumos e matérias-primas levando em consideração essa realidade logística? A partir desse cenário, pode-se elencar os pontos fortes, fracos e os a serem melhorados em relação ao modal rodoviário.
Os pontos fortes consistem: na facilidade no manuseio de cargas menores; na adaptação das empresas ao tipo de transporte; no baixo investimento da atividade de transporte; na redução dos custos de embalagem; na rapidez de entrega de cargas; na facilidade de conexão com outros tipos de modais logísticos (interface multimodal); na possibilidade de implantação de localizadores; na grande cobertura geográfica com que esse modal logístico pode ser realizado.
Os pontos fracos consistem: no aumento do valor do frete em distâncias maiores; na limitação da quantidade de carga devido ao espaço limitado dos veículos automotores; na sujeição às condições atmosféricas e às condições do trânsito; na limitação de horários para a atividade de transporte, sendo que algumas categorias de carretas estão sujeitas à regulamentação específica no que diz respeito aos horários de circulação.
Modal Ferroviário
Segundo Nogueira (2018), o modal ferroviário consiste no transporte de grandes quantidades de cargas homogêneas, principalmente produtos agrícolas (transportados a granel), produtos siderúrgicos, minérios (ferro, manganês, etc.), carvões minerais, etc., em percursos mais longos.
Esse modal é realizado por trens, compostos de vagões, que são puxados por locomotivas por meio de vias permanentes (trilhos). Os investimentos em infraestrutura são elevados, pois, além dos trilhos, o modal ferroviário necessita de instalações de apoio, como as oficinas e os pátios de manobra, utilizados durante o percurso, além de investimentos em Sistemas de Informação Gerencial (tema que estudaremos no próximo capítulo).
Uma especificidade desse modal logístico é que o trem não tem mobilidade, ou seja, o condutor não tem a opção de decidir qual caminho utilizar para o percurso, pois o trajeto é limitado pelos trilhos, sendo, portanto, um meio de transporte autoguiado. De acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre), o Brasil tem apenas 30.576 km de malha ferroviária, sendo que existem 13 operadoras de transporte ferroviário reguladas pela ANTT.
Os pontos fortes desse modal logístico referem-se: à capacidade de transporte de grandes quantidades de cargas; ao custo – relativamente baixo – para o deslocamento de produtos em grandes distâncias; à utilização de sistemas de informação que possibilitam o controle das frotas e o acompanhamento das cargas; à inexistência de congestionamento durante o percurso; a um transporte pouco afetado por condições ambientais.
Os pontos fracos do modal ferroviário consistem: na dependência de outros modais logísticos (principalmente o rodoviário) para que a carga chegue ao cliente final; na baixa competitividade para percursos mais curtos e para cargas menores; na baixa flexibilidade, pois seus pontos de parada são apenas nos terminais; na limitação de escoamento de cargas, tendo em vista que a malha ferroviária brasileira não é tão extensa.
Modal Aeroviário
Para Nogueira (2018), o modal aeroviário diz respeito ao transporte realizado por aeronaves. É um modal logístico adequado para o transporte de cargas de alto valor agregado (principalmente produtos tecnológicos), pequenos volumes e que demandam rapidez na entrega, pois se trata de um transporte com alta velocidade, apropriado para médias e grandes distâncias. Esse modal logístico necessita de aeroportos para que sejam realizados os carregamentos e a descarga dos produtos transportados, e é caracterizado pela rapidez no deslocamento das cargas, porém, sobre ele, incidem outros custos, como taxas de aeroportos, que muitas vezes são mais elevados que os demais meios de transporte.
Esse modal logístico é bastante utilizado para o comércio exterior tanto para importação quanto para exportação (assunto que aprofundaremos no último capítulo deste livro), pois se desloca com facilidade e rapidez para outros países. Para tanto, o modal aeroviário necessita de grandes investimentos em infraestrutura aeroportuária e em sistemas de informação para o efetivo controle dos processos.
Os pontos fortes do modal aeroviário são: agilidade e rapidez para o deslocamento de cargas em médias e grandes distâncias; sua adequação para o transporte de produtos com alto valor agregado; segurança e praticidade no transporte, tendo em vista que as aeronaves têm sistemas de controle de tráfego aéreo interligados com as bases de comando; liberdade de movimentos por sobrevoarem livremente.
Os pontos fracos desse modal logístico consistem: na poluição sonora e atmosférica, tendo em vista que emitem um alto barulho das turbinas e a emissão de dióxido de carbono; na reduzida capacidade de carga (quando comparado a outros modais logísticos); no elevado custo de infraestrutura e consumo de combustível; em atrasos na aterrissagem, por haver congestionamentos de aeronaves em grandes centros; na alta dependência de condições climáticas e atmosféricas.
Modal Aquaviário
Conforme Nogueira (2018), o modal aquaviário consiste no transporte de cargas por embarcações em rios/lagos/lagoas e em mares/oceanos (e é chamado, também, de modal hidroviário e modal marítimo, respetivamente). Esse modal necessita de portos para que se consiga embarcar e desembarcar os produtos. Geralmente, são transportados granéis líquidos (como álcool, álcool anidro, álcool hidratado), areia, cereais, bebidas, carvão, calcário, bauxita, produtos químicos, biocombustíveis, biodiesel, biomassa, animais vivos, cana-de-açúcar e bens de alto valor em contêineres.
De acordo com Ballou (2006), uma especificidade do modal marítimo é que ele não necessita de construção de vias de acesso, tendo em vista que os mares e os oceanos possibilitam acesso ilimitado aos 7,4 mil quilômetros de extensão da costa brasileira. O transporte marítimo pode acontecer de três formas: a) cabotagem, que é o transporte realizado de um porto até outro no mesmo país; b) navegação interior, que é o transporte realizado em hidrovias interiores; c) navegação de longo curso, que é o transporte realizado entre portos de diferentes países.
No que diz respeito ao modal hidroviário, este é realizado dentro de um mesmo país, mediante os portos internos, sendo que essa forma de atuação é denominada navegação nacional. Por outro lado, quando a navegação ultrapassa os limites de um país, denomina-se navegação de longo curso, que liga portos de diferentes países. Com isso, percebemos muita similaridade nos dois tipos de modais aquaviários (marítimo e hidroviário).
Nogueira (2012) informa que, de acordo com a ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviários, existem 101 empresas autorizadas no Brasil para transporte marítimo e hidroviário, sendo: 42 empresas autorizadas de cabotagem; 39 empresas autorizadas de navegação interior; 20 empresas autorizadas de longo curso. Além destas, o país ainda conta com 144 empresas de apoio marítimo, 337 empresas de apoio portuário e 1 empresa de apoio portuário para realização de dragagem, que consiste no aumento da profundidade dos rios, das lagoas, das baías, dos mares e dos canais de acesso aos portos por meio de escavação para remoção das obstruções desses canais.
Os pontos fortes desse modal logístico referem-se à quantidade de movimentação anual, tendo em vista: a capacidade de transporte; o preço do frete, que, quando comparado às ferrovias, tem o custo por quilômetro duas vezes menor e, quando comparado às rodovias, o custo é até cinco vezes menor. Dentre os pontos fracos do modal aquaviário, podem-se citar os investimentos, pois os custos para transformar um rio em hidrovia são muito altos.
Modal Dutoviário
O modal dutoviário consiste no transporte de produtos por meio de dutos (tubulações instaladas na terra ou submersas em mares, oceanos, rios e lagos). Esse modal logístico é um dos tipos mais econômicos de transporte (principalmente de grandes volumes) e é bastante utilizado para produtos líquidos, tais como: água, sucos, óleos e azeites, além de petróleo, álcool, gases e minérios.
Esse modal apresenta algumas especificidades em relação às nomenclaturas, por exemplo: quando se transporta petróleo e seus derivados, chama-se “oleoduto”; quando se transporta minérios e seus derivados, chama-se “mineroduto”. Além disso, pode-se destacar o fato de que as dutovias são subterrâneas e submarinas, o que minimiza os riscos de transporte, perdas e roubos.
Os pontos fortes desse modal dizem respeito: à pouca incidência de mão de obra; ao transporte de maneira segura de produtos considerados “perigosos”; aos poucos estragos nos dutos, minimizando a realização de manutenções corretivas; à pouca probabilidade de roubo de cargas; à economia de transporte em longas distâncias; à inexistência de embalagens de transporte; ao fato de serem pouco influenciados por questões meteorológicas; à alta confiabilidade, pois o transporte tem poucas interrupções; ao fato de funcionarem todos os dias da semana, exceto quando existem programações para a realização de manutenção e mudança do tipo de produto que será transportado pelos dutos.
Os pontos fracos do modal dutoviário podem ser percebidos por: limitação de capacidade de transporte em função dos dutos; não ser direcionado para curtas distâncias e pequenas quantidades de produtos; possibilidade de catástrofes, caso haja quebras e/ou defeitos nos dutos; altos investimentos em infraestrutura; pouca flexibilidade quanto aos pontos de destino dos produtos; poucas empresas aderirem a esse tipo de modal para o transporte de produtos sólidos.
Os diferentes tipos de modais logísticos também são bastante diferentes entre si; assim, cabe às empresas perceberem qual tipo de modal logístico melhor se adequa às suas necessidades. Dessa forma, ao se comparar para escolher o melhor tipo, deve-se prestar atenção aos aspectos apresentados no infográfico a seguir.

Custo do transporte, que consiste no valor cobrado para o transporte dos produtos até seu destino final;

Capacidade de transporte, que se refere à capacidade oferecida pelo tipo de modal logístico em relação ao peso da carga, geralmente calculado em toneladas;

Tráfego predominante, que consiste no valor e no peso da carga, devendo analisar a relação custo-benefício;

Distância do percurso, que diz respeito à determinação da viabilidade do transporte em relação ao custo;

Confiança no tipo de transporte, que consiste na garantia do tipo de transporte de entregar a carga no destino;

Nível de risco do modal logístico, referente à possibilidade de extravio da carga durante o percurso;

Velocidade do tipo de transporte, que consiste no tempo médio que se leva para o transporte da cargada origem ao destino, sendo que, quanto maior a velocidade, menor será o tempo utilizado no transporte;

Disponibilidade, que se refere à disponibilidade do modal logístico escolhido no momento em que a empresa necessitar;

Quantidade de prestadores de serviço, que diz respeito ao grau de competição em função da oferta de fretes, de modo que, se a quantidade de concorrentes for grande, os próprios prestadores de serviço acabam por regular o mercado em termos de preço do frete;

Cobertura de mercado, que consiste na localização para onde se quer destinar a carga, sendo limitada pela maioria dos modais logísticos, por não haver ferrovias, hidrovias, aeroportos edutos em todas as localizações;

Experiências anteriores, referentes aos conhecimentos das empresas com tipos específicos de modais logísticos e à escolha do tipo ideal para o transporte de seus produtos/cargas.
Fonte: Elaborado pelo autor.
Sistemas de Informação Gerencial: Dado, Informação, Conhecimento e Tecnologia
É importante compreendermos que os sistemas de informação podem ser classificados de acordo com seu nível de abrangência, podendo ser: operacional, gerencial e estratégico. Neste estudo, daremos ênfase aos sistemas de informações operacionais e gerenciais.
Segundo Lucca (2013), os sistemas de informações operacionais têm uma relação direta com a automatização de tarefas e a coleta de dados a fim de gerar informações com alto nível de exatidão. As pessoas que trabalham nos níveis operacionais das organizações precisam de mecanismos ágeis de registro de dados para controlarem, de forma minuciosa, suas ações diárias. Por exemplo, o operador de caixa de um supermercado precisa registrar a venda de milhares de produtos diariamente, além de apurar o total da venda, informando-o ao cliente, identificar a forma de pagamento e, se for o caso, oferecer o troco em dinheiro. Esse é um típico caso de sistema de informação operacional, que requer um alto índice de exatidão e automação das operações, para que o cliente não seja cobrado por algo que não adquiriu ou pague um valor menor devido a erros de cálculo do sistema.
De acordo com Lucca (2015), o nível de abrangência gerencial é um nível tático de decisão. Nesse estágio intermediário, os sistemas de informação oferecem suporte à tomada de decisão de curto e médio prazo e têm como matéria-prima os dados coletados, tratados e armazenados pelo sistema de informação operacional. A coleta, o tratamento e o armazenamento dos dados operacionais no dia a dia das organizações resultam em um banco de dados muito valioso. Esses dados são processados (por meio de classificações, cálculos, agrupamentos, filtros, etc.) e produzem informações gerenciais úteis à tomada de decisão de curto e médio prazos. Os sistemas de informações gerenciais atuam diretamente na gestão das áreas funcionais das organizações, que podem ser classificadas como as áreas: financeira, mercadológica, de recursos materiais e operações e de recursos humanos.
Os Modelos MRP-I, MRP-II e ERP
O modelo de gestão de demanda de materiais na produção, MRP (Material Requirement Planning) ou planejamento de requisições de material, foi desenvolvido na década de 1970 e teve como precursor o famoso modelo BOM (Bill of Materials), que se refere à lista de composição de materiais. A necessidade de conhecer os componentes de um produto e de gerenciar a sua estocagem, de maneira econômica e ajustada ao tempo (Just in Time), deu origem ao que chamamos MRP. Em síntese, o MRP tem os seguintes propósitos:
- identificar os componentes de um produto acabado;
- mapear a composição dos componentes e conhecer suas quantidades e tempos de produção ou de compra;
- analisar a demanda prevista para os produtos acabados com base nas projeções de períodos anteriores e sinais do mercado;
- com base na demanda prevista, estabelecer, com antecedência, o momento da fabricação ou da compra de cada um dos componentes para que haja uma estocagem mínima de segurança e uma garantia de que não faltarão componentes durante a fabricação dos produtos.
O modelo MRP II (Manufacturing Resource Planning), ou planejamento dos recursos de fabricação, é uma evolução do MRP. Suas práticas começaram a ser adotadas a partir da década de 1980, incorporando os recursos do MRP para a otimização da necessidade de materiais, incrementando a capacidade de máquina, do sequenciamento da produção e a disponibilidade de mão de obra. O nível de abrangência do MRP II agrega, além de “o quê?”, “quanto?” e “quando?”, o “como?” produzir e comprar.
O conceito de ERP (Enterprise Resource Planning), ou planejamento dos recursos de toda a empresa, é um esforço no sentido de conseguir um sistema de informação integrado que pudesse atender de forma satisfatória a toda organização. Com certeza, o modelo ERP inspira-se no sucesso dos MRPs, que conseguiram a integração e a otimização da informação nos diversos processos de produção. A diferença básica é que o ERP incorpora os MRPs, integrando sistemas e outros sistemas operacionais, como finanças, marketing, pessoas, logística, etc. (LUCCA, 2015).
FIQUE POR DENTRO
ERP
Para complementar seus conhecimentos sobre ERP, assista ao vídeo, disponível no link a seguir, que apresenta o tema de maneira muito didática: <https://www.youtube.com/watch?v=-6d8GLJXp0Q>.
O Papel da Informação na Logística
A informação é muito importante para a logística, porque é a base para que os gerentes conheçam a realidade das empresas e, a partir desse conhecimento, possam tomar decisões mais acertadas. Nesse sentido, Tecnologia da Informação (T.I.) é o nome dado às ferramentas tecnológicas destinadas à obtenção de informações para as empresas, sendo composta por elementos imprescindíveis para a eficiência e a eficácia dos processos logísticos. Essas ferramentas são aquelas que coletam, processam, armazenam e transmitem as informações por meio de hardwares e softwares que auxiliam em todas as etapas do processo descrito anteriormente. A logística é abrangente e melhora as ações das empresas por meio da informação nos três níveis organizacionais: nível operacional, nível gerencial e nível estratégico. Agora, vamos vincular o uso da T.I. em cada um desses níveis, os quais chamamos de Sistema Transacional, Sistema de Apoio à Decisão e Planejamento Estratégico, respectivamente.
REFLITA
Os Sistemas de Informação
Os sistemas de informação para gestão logística são importantes para o correto funcionamento de toda a operação de fornecimento e transporte e enfatizamos os sistemas de gestão de armazéns (WMS), os sistemas de gestão de transportes (TMS) e a integração de dados e sistemas pela prática do intercâmbio eletrônico de dados (EDI). Percebemos que o funcionamento integrado e interativo dessas ferramentas de forma on-line pode produzir um efeito muito positivo para as organizações, de forma que obtenham informações úteis e acuradas em tempo real.
O Sistema Transacional constitui-se como a base para a implementação e o desempenho das operações logísticas das empresas e para o planejamento e a coordenação empresarial, pois é por meio dele que se alimenta o Sistema de Informação das empresas com base nas transações realizadas (procedimentos e ações executados pelos membros da empresa). Um Sistema Transnacional compartilha as informações existentes com todos os departamentos existentes nas empresas (Recursos Humanos, Produção, Marketing, Finanças, etc.)
A especificidade desse tipo de sistema reside no fato de que ele é caracterizado por regras formais; o sistema deve registrar as várias transações derivadas das atividades realizadas cotidianamente pelas empresas. Assim, a eficácia do Sistema de Informação das empresas depende da eficiência com que o Sistema Transnacional é abordado e valorizado pela gestão empresarial, desde o momento do registro do pedido até a entrega do produto ao cliente. A sequência logística desse processo envolve as seguintes etapas:
a) elaboração do pedido do cliente;
b) verificação da situação cadastral do cliente para aprovação da venda;
c) constatação de existência de estoque do produto requerido pelo cliente;
d) emissão da nota fiscal da venda;
e) expedição, que consiste em verificar se o pedido do cliente está pronto para ser encaminhado para entrega, bem como o preparo dos documentos necessários para remessa, incluindo a escolha do transportador que realizará a entrega do pedido ao cliente;
f) logística de entrega, que se refere ao deslocamento do pedido realizado pelo cliente no tempo e no local correto, de acordo com as especificações constantes no pedido inicial.
Quando a empresa não tem um Sistema de Informação integrado, podem ocorrer problemas entre suas atividades internas e entre ela e outras empresas que se relacionam dentro da cadeia de abastecimento logístico.
A utilização de Sistemas de Apoio à Decisão garante uma melhora na eficiência, eficácia e efetividade das ações empresariais ligadas às operações logísticas, e auxilia, também, na redução dos custos e na melhoria dos processos organizacionais como um todo. Com isso, podemos perceber que as aplicações desse tipo de sistema dependem do nível organizacional ao qual está relacionado, e que ambos os tipos de aplicabilidade nos níveis organizacionais exigem um grande volume de informações e habilidades finas por parte dos gestores responsáveis pelas decisões empresariais (LUCCA, 2015).
Sistemas de Gestão de Armazéns (WMS)
O termo WMS é proveniente das palavras inglesas Warehouse Management System - que significam Sistema de Gerenciamento ou Gestão de Armazéns. Esse tipo de sistema é um agregado de equipamentos (hardware) e programas (software) com o objetivo de gerenciar todas as variáveis presentes na gestão de armazenagem, como:
- espaço físico;
- processo de recebimento, estocagem, identificação, separação e distribuição de materiais;
- equipamentos disponíveis no armazém ou centro de distribuição;
- mão de obra ou recursos humanos envolvidos em todos os processos;
- promover integração com outros sistemas de informação logísticos.
O WMS engloba, pelo menos, dois níveis de abrangência: o operacional e o gerencial. No nível operacional, são empregados todos os recursos para coleta de dados automatizada, como leitores de códigos de barras e RFID, bem como as tecnologias para separação e coleta de itens, por exemplo, o picking por luz (pick-to-light), o picking por voz (voice picking), carrosséis e sistemas automatizados AS/RS. Já no nível gerencial, encontram-se os relatórios gerenciais com informações agrupadas e calculadas, como a curva ABC, os níveis de estoques, as necessidades de reposições, etc.
Com o aumento dos volumes de itens e a velocidade exigida pelo mercado, o uso dos WMSs tornou-se vital para a gestão de armazenagem. Sem esse tipo de sistema de informação é impossível o controle operacional eficaz e eficiente, bem como a gestão é prejudicada por falta de informações gerenciais para tomada de decisão de curto e médio prazos.
Sistemas de Gestão de Transportes (TMS)
Os sistemas de informação conhecidos como TMS - Trasportation Management System -, ou Sistema de Gestão de Transportes, são geralmente utilizados por empresas de transporte com o objetivo de suportar o planejamento, a operacionalização e o monitoramento do processo de transporte de materiais.
Dentre muitos benefícios do TMS, um de seus principais é a possibilidade de minimizar o custo de operação por permitir excelente visualização e controle de todos os custos inerentes a cada etapa do processo de transporte. Outro fator relevante é a melhoria proporcionada ao controle da qualidade dos serviços de transporte realizados interna ou externamente à empresa ou por empresas terceirizadas. Com isso, é possível estabelecer metas de qualidade e acompanhar o alcance delas em um painel de desempenho. Também otimiza-se o uso da frota por permitir melhor visualização da disponibilidade de veículos e modais, sem contar os benefícios oferecidos pela manutenção monitorada, em que é possível prever potenciais problemas.
Sistemas e Intercâmbio de Dados (EDI)
A sigla EDI (Eletronic Data Interchange), ou intercâmbio eletrônico de dados, diz respeito à troca de dados entre sistemas de forma a reduzir retrabalho de digitação de dados e abrir possibilidades de erros. Com o avanço da tecnologia da informação, é possível conectar sistemas de informação de todos os atores da cadeia produtiva, desde o fornecedor da matéria-prima mais bruta, passando pela fábrica, pelos centros de distribuição, pelas empresas varejistas, até o consumidor final.
Com o advento da internet e o avanço exponencial dos serviços da grande rede de computadores mundial (www - world wide web) o EDI teve um grande salto ao abandonar os velhos métodos de intercâmbio de arquivos e adotar os chamados webservices. Webservice (serviço web) é um recurso de intercâmbio de dados utilizando a internet sem a necessidade de envio e recebimento de arquivos que precisam ser processados posteriormente. Um exemplo do uso de webservice é o serviço oferecido pelos bancos para que os sistemas de informação financeiros das organizações se integrem ao sistema da instituição financeira e procedam algumas tarefas, como: consulta de boletos emitidos e registrados, boletos vencidos e não pagos, protesto de títulos, registro on-line de títulos, emissão, alteração e baixa de novos títulos, etc.
Com isso, finalizamos nossos estudos sobre os sistemas de informação para a gestão logística, entendendo que o avanço tecnológico tem favorecido, e muito, os níveis operacionais, táticos e estratégicos das organizações. Percebemos que a qualidade e a produtividade dos processos têm uma relação direta com a efetividade dos sistemas de informação e, por isso, precisamos estudá-los e aplicar seus recursos de forma adequada.
SAIBA MAIS
A importância do Fluxo de informação na Logística
Para ampliar seus conhecimentos sobre o assunto abordado neste material, é interessante ler o artigo “A importância do Fluxo de informação na Logística”, de autoria de Francisco Marcio Oliveira, publicado no Portal Administradores.com. O artigo apresenta uma abordagem sobre o assunto com vários exemplos e ainda complementa com uma análise sobre a publicação de outro artigo (de autoria de Paulo Spinato), demonstrando que o fluxo de informação é tido como um recurso valioso que agrega valor em todos os níveis organizacionais de uma empresa.
O artigo pode ser acessado em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/a-importancia-do-fluxo-de-informacao-na-logistica/58149/>. Acesso em: 17 jul. 2018.
Indicação de leitura
Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística empresarial
Autor: BALLOU, R. H
Ano: 2006
Editora: Bookman
ISBN: 8536305916
Sinopse: O livro explana sobre a aplicação prática de importantes questões da cadeia de suprimentos/logística empresarial através de exemplos, exercícios e estudos de caso, que transcendem o estudo teórico e conceitual.
Fonte: GERENCIAMENTO… (on-line). Disponível em: <https://www.amazon.com.br/Gerenciamento-Cadeia-Suprimentos-Log%C3%ADstica-Empresarial/dp/8536305916>. Acesso em: 12 ago. 2019.

Considerações Finais
Você pode conhecer um pouco mais sobre os Sistemas de Transportes, o conceito de modal logístico e quais os tipos de sistemas que viabilizam a operação logística. Além disso, percebemos que essa é uma atividade de grande relevância para o desenvolvimento de nosso país, pois é responsável pelo deslocamento de cargas de um local a outro. Vimos também que os meios de transporte existentes contribuem para que a logística de transporte seja implementada pelas empresas para atender às necessidades do mercado. Desse modo, podemos perceber o quanto a gestão dos sistemas de transporte é importante para as empresas, sendo uma atividade que exige grandes investimentos por parte delas. Estudamos, ainda, que as atividades logísticas se dividem em principais e secundárias, e que a atividade de transporte é utilizada em todas as etapas da cadeia de abastecimento (ou cadeia de suprimentos) por meio de diversos tipos de modais logísticos. Por fim, ficou claro que a boa gestão dos sistemas de transporte pode fazer com que as empresas consigam se diferenciar no mercado e garantir vantagem competitiva frente às empresas concorrentes.
Atividade
Para que haja o correto funcionamento de uma cadeia de suprimentos, identifique pela ordem de ocorrência a sequência correta de eventos que fazem parte da cadeia de suprimentos.
Produtor rural, processador e centro de distribuição.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois o produtor rural é um dos tipos possíveis mas não é o único, a indústria pode ser a primeira etapa. Desta forma, a resposta que engloba todos os tipos é fornecedor.
Fornecedor, processador e centro de distribuição.
Correta: A alternativa está correta, porque obedece a sequência de acontecimentos no processo da cadeia logística.
Fornecedor, indústria e centro de distribuição.
Incorreta: A alternativa está incorreta, porque a segunda etapa pode ser feita por outro tipo de empresa que não uma indústria.
Produtor rural, processador, supermercados e feiras livres.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois centros de distribuição são, além de feiras e supermercados, lojas, comércio legal ambulante.
Indústria, processador e comércio eletrônico.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois a cadeia precisa necessariamente de um fornecedor de insumos antes da indústria, que na verdade é um processador de insumos.
Atividade
Estudando a cadeia logística constatamos a necessidade de existirem sistemas e processos que apoiem cada etapa dos processos trazendo benefícios a todos os envolvidos. Adicionalmente, identifique nas possibilidades abaixo quais os principais benefícios de uma boa gestão de sistemas podem trazer para as empresas que a praticam:
Redução de níveis de estoque e uma melhoria na atividade de transporte, com maior lucro para todos os níveis da cadeia.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois antes dos níveis de estoque existe a gestão de custos e perdas.
Redução dos custos, perdas, níveis de estoque e uma melhoria na atividade de transporte, resultando em maiores ganhos para a empresa.
Correta: para que a cadeia logística funcione corretamente e tenha continuidade é importante que todos os participantes tenham benefícios, como correta gestão de estoques, prevenção das perdas e lucratividade, para que o negócio possa ter continuidade.
Redução de estoques na indústria, transportes mais adequados e ganhos para o consumidor final
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois os fatores não caracterizam todos os benefícios citados.
Transportes rodoviários, maiores custos de manutenção e restrição de fornecedores.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois os fatores não caracterizam todos os benefícios citados, e há a citação de fatores adversos ao negócio logístico.
Transportes rodoviários, produção por escala, satisfação do cliente e restrição de fornecedores.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois os fatores não caracterizam todos os benefícios citados, e há a citação de fatores adversos ao negócio logístico.
Atividade
Na avaliação dos autores, o Brasil pode ser mais competitivo em relação às exportações de commodities. Qual ação pode contribuir favoravelmente para esse resultado?
Aumentar o investimento na construção de novas rodovias.
Incorreta: A alternativa está incorreta, porque um dos gargalos existentes é o alto custo do transporte feito por rodovias, que poderia ser mais competitivo se fossem usados outros modais de transporte.
Utilizar outras alternativas de transportes, como o pluvial.
Correta: A alternativa está correta, pois transportar por rodovias gera atrasos e maior custo.
Descontinuar a exportação de commodities e exportar somente produtos industrializados.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois o Brasil é forte em produção agrícola, mais do que na industrial.
Investir na construção de rodovias e na malha pluvial.
Incorreta: A alternativa está incorreta, pois é preciso reparar as rodovias existentes antes de ampliar a rede.
Utilizar transporte aéreo para viabilizar o comércio de commodities.
Incorreta: A alternativa está incorreta, porque o transporte aéreo é inviável para alguns produtos devido ao custo e prazo


